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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Poesia desprentendida

Numa conversa com o Dr. Bruno Motta, Tenente Médico do Exército, tive um rápido lampejo e escrevi o a seguinte poesia meio concreta, meio em prosa, meio nada, meio tudo...

tô na área

não na areia

mais próximo da lama

por estar longe da cama

contudo poderia estar em cana

então logo penso:

ah desencana

longe comum senso

queimo as pestanas

da arte a metafísica

de clássicos à renascentistas

empíricos ou modernistas

filosóficos ou filosofistas

.

.

Por isso continuo a acreditar que a poesia nasce de qualquer prosa, a qualquer momento em qualquer lugar... Diferente do texto acadêmico que possui e preza pela construção da palavra.

Não que a poesia não preze por essa construção, mas a poesia como diria Benjamin ao falar de Baudelaire é um tecido, já - na minha opinião - o texto acadêmico é tijolo e cimento. Precisa ser bem forte para que outros não o derrubem...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Completo

Nesses pequenos versos tentei exprimir meus sentimentos de estar longe de uma mulher muito especial que está em Campinas Estou em SP Mas um pedaço de mim está em Campinas Talvez o coração Não! Não só o coração... Sinto-me incompleto Porém completo Existe alguém que me completa Existe alguém em que penso nela 24 horas por dia Quiçá ela esteja pensando em mim agora Depois E mais tarde... Assim estaremos sempre em sintonia. Não consigo não pensar Seus cabelos Seus lábios Seus olhos O penteado O sorriso O brilho Arlley Parreira 01/2009

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O mundo para mim Quando eu era pequeno, O mundo era grande pra mim Coisas que chegavam a dar medo Mas nem tanto assim Os batentes pareciam portais Mãos grandes de meus pais No formato de concha Enchiam por completo minha boca A bola da altura da minha perna Que me confundia e derrubava O brinquedo que era o mundo Cresci O mundo continua grande pra mim Às vezes nem tão grande assim Ora o brinquedo é o mundo Ora o mundo é brinquedo